Entrevista aos Candidatos à Presidência do C.A. da F.P.B.
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Domingo, 26 Outubro 2014 21:44

Caros Juízes,

 

Como é do conhecimento geral, existem 2 Listas Candidatas às próximas Eleições Federativas no dia 8 de Novembro de 2014. Os Candidatos a Presidente do CA da FPB de cada uma das Listas são respectivamente, Rui Valente pela Lista A e José Nina pela Lista B. Por entendermos ser importante conhecermos quais os projectos que cada um preconiza, colocámos-lhes 2 questões, que transcrevemos na integra cada resposta.

 

O que te move a assumires esta candidatura?
 

A candidatura ao Conselho de Arbitragem da FPB não está centralizada na figura do seu Presidente nem em qualquer outro elemento que a integra.

 

Esta candidatura é formada por um conjunto de pessoas que, com uma cultura democrática, pretende ser alternativa a uma gestão de continuidade centralizada numa única pessoa.

 

Esta candidatura é formada por pessoas com longo passado no Basquetebol, com provas dadas na dedicação à causa da Arbitragem e que mais uma vez estão disponíveis para servir a modalidade.

 

A nossa candidatura assenta no espírito reformador pretendendo apenas mudar o que, em nosso entender, não está bem, aproveitando e potenciando o que existe e foi feito de bom.

 

Queremos ser diferentes com uma postura inovadora que sabe ouvir as sugestões dos principais parceiros da modalidade, apresentando ideias que contribuam para a evolução e recuperação da modalidade.

 

A convicção de que a equipa que lidero é a melhor e mais experiente para gerir a arbitragem no próximo quadriénio, articulando o benefício de uma continuidade de trabalho com uma renovação significativa, dada a entrada de 3 novos elementos como efetivos.

 

Valores simbolizam referências que se comprovam pela prática e pelo exercício de funções de responsabilidade. Muitas provas dadas no exercício de cargos diversos por parte dos membros desta equipa, permitem que possa garantir sem a menor sombra de dúvida, ÉTICA, TRANSPARÊNCIA, INDEPENDÊNCIA, SERIEDADE, ISENÇÃO, JUSTIÇA, EQUILÍBRIO, num compromisso absoluto e claro com o futuro e com o presente, para o qual já se contribuiu de forma reconhecida. Não vou, certamente, prometer o que não está ao alcance do CA da FPB, porque isso é o mais fácil quando se desconhece a realidade, mas promete-se, sim, trabalhar, não desistir e aproveitar até ao limite todas as vantagens que se vislumbrem por entre as dificuldades que bem conhecemos.

 

É claro para todos que as mudanças incomodam e implicam alguma intrusão em práticas, hábitos, conformismos, que enquistam o desenvolvimento. Contribuir para desenvolver, evoluir, implica debater, dialogar, mas também ser respeitado pela modalidade, saber fazer e realmente fazer, implementar e definir as estratégias que devem ser respeitadas por quem pretende estar com e não contra.

 

Integridade e transparência, imunidade a grupos de pressão ou a quem tenha outro tipo de propósitos, serão pedras basilares de um trabalho a levar a cabo por um conjunto de pessoas diferentes nas proveniências em termos geográficos e nas experiências já adquiridas na modalidade, com formas de pensamento distintas, com capacidade de trabalhar em equipa e atingir consensos, genuína dedicação e empenho, mas sem objetivos pessoais que não os de colocar O BASQUETEBOL PRIMEIRO!

     
Quais os projectos, inovações e melhoramentos que projectas para a Arbitragem?
     

Se formos eleitos é nosso objetivo implementar, fundamentalmente, as seguintes medidas:

 

* Reenquadramento do CA na estrutura da FPB já que depende exclusivamente da Assembleia Geral e a quem deverá prestar contas pela atividade desenvolvida.

Apresentação de Plano de Atividades, Orçamento, Relatório e Contas por época/ano, com controlo das receitas e das despesas, assumindo deste modo a verdadeira autonomia financeira da arbitragem;

 

* Descentralização da atividade do CA com a atribuição a cada um dos seus elementos de pelouros relativamente aos quais serão responsabilizados.

São 7 os pelouros a criar: Formação; CAD’s; Financeiro e Aministrativo; Internacional; Técnico e Disciplinar; Avaliações e Nomeações;

 

* Segregação de funções entre a nomeação e o controlo das avaliações dos juízes, isto é, o pelouro das nomeações não terá conhecimento das notas das avaliações, que ficarão exclusivamente na posse do pelouro respetivo (avaliações) até ao estabelecimento da classificação final.

 

* As nomeações são feitas por mais de 1 elemento do CA, com a adoção dos seguinte princípios:

- Fase regular: as nomeações serão muito condicionadas com as restrições financeiras sem por em causa a vertente competitiva e desportiva.

- Fases finais, play-offs e pontos altos da FPB: as nomeações são realizadas sem condicionantes financeiras. Deve-se premiar quem se destacou na fase regular.

 

* Credibilização dos Comissários Técnicos de acordo com os seguintes princípios: formação específica; avaliação contínua; nem todos os Comissários Técncicos são Observadores; graduação dos Comissários Técnicos e, afetação de Comissários Técnicos por quadro de arbitragem de acordo com a sua competência.

 

* Redefinição de quadros de arbitragem com a afetação de juízes a quadros competitivos. Aos clubes será dado conhecimento do grupo de árbitros que arbitra a sua competição.

 

* Criação do Portal da Arbitragem como uma ferramenta que trará valor acrescentado à Arbitragem;

 

* Formação da Arbitragem no âmbito da Escola Nacional do Basquetebol, com formação de formadores, de instrutores nacionais e regionais.

Contratação de técnicos de arbitragem que serão remunerados pela FPB.

Promover o envolvimento contínuo do Instrutor FIBA na área de formação nacional e internacional devido às suas valências e competências.

Criaremos o Corpo Técnico Nacional como órgão consultivo do CA, fundamentalmente para a formação.

Reformaremos o antigo Plano Nacional de Acompanhamento e Formação Contínua promovendo o seu desenvolvimento e aplicação em novos parâmetros.

Para cada categoria de juízes nacionais realizaremos apenas uma ação de formação no início de cada época.

Promoveremos a importância e a obrigatoriedade dos clubes participantes na principal competição da FPB em filmar e disponibilizar o vídeo do jogo.

Incitaremos a participação de Juízes Nacionais em cursos Internacionais FIBA.

 

* Criação de pelouro específico no CA para relacionamento com os CAD’s e dinamização da atividade desenvolvida por estes.

Como?

- Definição de estratégia, adequada à realidade regional de cada CAD, para captação de novos juízes, promovendo a carreira de arbitragem como de sucesso;

- Discussão e definição de objetivos para cada CAD de acordo com a sua dimensão, necessidades e condições de trabalho;

- Classificação dos CAD’s de acordo com a sua dimensão (número de juízes) e com o trabalho realizado. A classificação de cada CAD condicionará o número de juízes a indicar para os quadros de acesso;

- Para análise, cada CAD enviará ao CA um relatório mensal da atividade desenvolvida;

- O CA disponibilizará a cada CAD, material de suporte à formação contínua de acordo com o respetivo programa regional;

- O CA garantirá a presença de um elemento do CTN (instrutor nacional) em ação de formação regional específica no início da época desportiva;

- Nos jogos de competência delegada, estabelecer com os CAD’s critérios de Nomeação dos juízes com base no reconhecimento do mérito.

 

* As nomeações dos Oficiais de Mesa terão de ser feitas, tendencialmente, pelos CAD’s com a supervisão do CA.

Pretendemos que, a médio prazo, a gestão dos Oficiais de Mesa seja exercida pelos CAD’s.

Este processo obriga a uma discussão alargada com os CAD’s e com a ANJB a iniciar na época de 2015/2016, com a conclusão final a ser aprovada pela Assembleia Geral da FPB.

 

José Nina

 

Foram claras as reformas concretizadas nos últimos anos, todas elas no sentido de estabilizar os quadros e adequá-los às mais recentes realidades competitivas, assim como promover a motivação e a equidade. Tem sido e deverá continuar a ser para o CA da FPB uma preocupação e uma prioridade em termos de futuro, olhar com muita atenção para as segundas linhas, para os juízes regionais, para os mais jovens, pois que de entre deles surgirão os mais capazes num futuro que não pode deixar de ser acautelado em cada momento e que o tem sido nestes últimos anos pelos resultados visíveis.

 

Os CAD’s, como parceiros globais no desenvolvimento da ARBITRAGEM, deverão ser acompanhados com ligações estreitas e permanentes, aspeto que, com efeito, não foi bem conseguido no passado e que terá de ser, também, de elevada prioridade. Estamos bem preparados para dar resposta a esta necessidade, com quem tem muita experiência e vocação para esta importante tarefa e esse é um grande desafio que temos pela frente.

 

Em conjunto com os CAD's e contando com a sua proatividade, crescer no recrutamento de juízes, envolvendo todos enquanto parceiros, as Associações Distritais, os Clubes, os outros agentes desportivos e as famílias com gente no BASQUETEBOL, estimulando a perspetiva de prestação de um serviço de que se gosta e que até é remunerado e de uma carreira que entusiasme potenciais aderentes. Não é tarefa fácil e, para ser bem sucedida, terá de envolver a modalidade no seu todo.

 

Retomar a constituição de um Corpo Técnico Nacional (CTN) com gente capaz de ouvir, de debater construtivamente, de executar, empenhada e envolvida, não se limitando a personalidades e a “nomes” de papel. Deverá ser constituído por um conjunto de pessoas que contribuam com pareceres, opiniões, textos e ajudem na implementação de estratégias, em particular as formativas, por exemplo as que respeitam à necessidade de reformular e desburocratizar a formação inicial, encontrando soluções que desonerem os custos ab initio do “ser-se árbitro" e que concorram para a fidelização sempre difícil nos primeiros tempos, na qual os CAD's terão um desempenho fundamental.

 

Disponibilizar conteúdos para os juízes em plataformas online e não só, contribuindo para aproximar mais as pessoas e cultivar o interesse pela autoformação. A própria recriação do PNAFC, Plano Nacional de Acompanhamento e Formação Contínua, em moldes ajustados à realidade dos nossos dias, deve dar outro contributo na formação acompanhada. Desenvolver progressivamente o acompanhamento de zonas menos favorecidas em quadros nacionais, portanto com acesso menos facilitado ao exercício prático, tarefa incrementada num passado recente, pode ser outro meio de inclusão e de desenvolvimento sustentado. O Programa de Potenciais Talentos como alfobre de futuro deve ser apoiado, revitalizado e articulado com o Quadro de Acesso a Árbitro Nacional, para que possa abranger mais árbitros jovens, pelas garantias que os números revelam, numa eficácia incontestada mesmo pelos mais céticos.

 

Em matéria de relações internacionais, dado o muito bom relacionamento existente com a FIBA e com a ULEB, pretende-se que as mesmas continuem a ser intensificadas. Foi evidente o relançamento da arbitragem portuguesa a nível internacional nos últimos anos, contribuindo meritoriamente para o reconhecimento da modalidade em Portugal. Presenças que começam a ser assíduas nas principais competições a nível de seleções nacionais seniores, Campeonatos do Mundo e da Europa, Masculinos e Femininos, apenas como destaque de entre todo um conjunto de participações nas melhores competições europeias de clubes e nos Campeonatos da Europa de Jovens, atestam a valorização de todo um trabalho coletivo que tem sido desenvolvido a nível internacional. Deve ser perspetivado e promovido um quadro de observação de árbitros mais jovens com potencial acima da média, que se vislumbre poderem vir a ascender a essa categoria de excelência num futuro a médio prazo. Deve ainda ser acautelada a continuação da representatividade de comissários técnicos internacionais portugueses na FIBA.

 

A dimensão da contínua redução de custos de arbitragem levada a cabo nos últimos anos, adaptada à situação social que se atravessa, tem sido uma realidade comprovada pelos resultados aferidos e deve ser mantida dentro de uma dimensão que faça permanecer em aberto a necessidade de garantir as melhores nomeações possíveis, mas perseguindo a profitabilidade.

 

O encontrar de plataformas de entendimento para que as despesas de arbitragem sejam regularizadas, entronca no encontrar de soluções que viabilizem a manutenção da atividade normal das competições, sem comprometimento da própria atividade dos quadros, pois a ninguém interessará os problemas que nessa matéria têm sido constantes nos últimos anos. Deve ser igualmente criado um grupo de trabalho abrangente que aprecie o plano da fiscalidade, que esgote todos os aspetos inerentes de molde a ter respostas que cumpram a lei, mas que sejam o mais favoráveis que for possível. Neste particular, como noutros, estamos focados com quadros bem preparados para respostas assertivas.

 

Finalmente, falar de conflito de interesses é importante na perspetiva de que a transparência que se defende e que trará mudanças, por exemplo, no acabar com secretismos que envolvam as notas dadas, tornando-as públicas com periodicidade, limitará toda e qualquer possibilidade de falta de clareza e determinará o julgamento público de quem não corresponder ao que se exige. As leis do país definem conflito de interesses de forma clara e existem mecanismos de vigilância e de acompanhamento que intervêm numa perspetiva reguladora que obsta aos meros populismos de limitar o exercício da função ao sabor de conveniências. Os quadros serão acompanhados de forma mais próxima, incluindo o desempenho técnico dos comissários/observadores, tarefa para a qual será desenhado um plano de ação, de modo a que os juízes sejam avaliados objetivamente pelos seus desempenhos e não por outros aspetos.

 

Muito mais haveria a dizer, pois muitas são as ideias que se pretendem aperfeiçoar ou desenvolver, mas entendo que este é o resumo adequado às presentes circunstâncias. Caso me seja dada a confiança de continuar a liderar a equipa responsável pela gestão do nosso setor e garanto-vos sermos uma equipa realmente forte, experiente e renovada, espero dos juízes um espírito aberto, construtivo, proativo e ponderado, pois essa é a melhor forma de conseguirmos elevar o patamar de CREDIBILIDADE que a ARBITRAGEM já detém no BASQUETEBOL!

 

Rui Valente

 

 

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