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Entrevista a Geraldo Miguel Fontana

 

Depois de 21 anos de carreira e aos 41 anos de idade, o ex-árbitro Geraldo Miguel Fontana é o coordenador de arbitragem da Confederação brasileira de basquetebol. Como árbitro da FIBA, Fontana participou em competições internacionais importantes, como os Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, e a Copa América de 1989, na Cidade do México. O seu último jogo em 2002 foi na final do Campeonato Paulista.

 

Como foi o início da sua carreira?

 

  Antes de começar a estudar Educação Física na USP, em 1981, já havia feito um curso de arbitragem. Nessa época, apitei os Jogos dos Bichos, a Copa USP e outras competições internas da universidade. Entrei na Federação Paulista e apitei os Jogos Escolares Brasileiros.

 Em 1982, fui árbitro na final do Torneio Preparação, disputada entre Franca (Brasil) e Monte Líbano (Brasil), um clássico do basquete na época. Essa partida me deu projecção nacional e, a partir daí, apitei vários jogos importantes.

Em 1983, fui escolhido como árbitro revelação.

Em 1984, ganhei o troféu de melhor do ano e me tornei árbitro nacional.

Em 1987, comecei a trabalhar em jogos internacionais. Durante a minha carreira, fui escolhido seis vezes como o melhor árbitro da Federação Paulista.

 

Quais competições e jogos internacionais que você arbitrou?

 

  Os principais jogos internacionais que eu apitei foram as Olimpíadas de 1992, em Barcelona, os Jogos Sul-Americanos de 1987, 1989, 1990 e 2000 e a final da Copa América de 1989, na Cidade do México, entre Estados Unidos e Porto Rico.

 

E qual foi o jogo mais difícil que você arbitrou?

 

  Foi o terceiro jogo da final do Campeonato Paulista, dia 19 de Janeiro de 2002, disputada entre Uniara/Araraquara e COC/Ribeirão Preto. Foi um momento muito difícil para mim, porque essa foi a última partida que eu apitei.

 

Como surgiu a ideia de assumir a coordenação de arbitragem da CBB?

 

  A COPABA (Confederação Pan-Americana de Basquete) e o ex-árbitro argentino Alberto Garcia, que está no comando da comissão de arbitragem da FIBA Américas, estabeleceram em 1999 que todos os países das Américas devem ter um coordenador de arbitragem. A CBB apostou no projecto de criar um cargo dessa responsabilidade no basquete brasileiro. Como já havia ministrado várias clínicas promovidas pela Confederação, fui convidado para comandar a arbitragem dos Jogos da Juventude. No final do Campeonato, analisei junto à entidade os resultados dessa experiência e avaliamos as condições para a criação do cargo de coordenador de arbitragem. Recebi, então, o convite para assumir esse cargo. Fiquei muito feliz. Foi um desejo pessoal que se concretizou.

 

Indicou no seu currículo a presença em vários campeonatos como supervisor de arbitragem, quais são essas funções?

 

  Na supervisão nós analisamos o desempenho da arbitragem durante os jogos, tanto individualmente como da equipe formada pelos três árbitros. Assim, identificam-se os pontos positivos e aqueles que precisam ser melhorados. Para isso, os supervisores comparam as diversas decisões tomadas pelos árbitros durante as partidas e buscam orientar a equipe para manter um padrão satisfatório durante a competição.

 

Como é realizado o trabalho?

 

  Durante a competição são realizadas algumas reuniões técnicas para analisar o desempenho dos árbitros. Um recurso importante para esse trabalho é o uso de vídeos com as situações de jogo, dando um grande reforço nas análises apresentadas.

 

Quais as suas tarefas, especificamente?

 

  Sou encarregado da produção e organização de vídeos com situações de jogo e do suporte aos demais supervisores de arbitragem. Após o término de cada partida recebo um relatório dos supervisores e passo a trabalhar na análise das situações de jogo. A qualquer momento os supervisores podem solicitar esses vídeos para analisar a colecta de dados da partida. No final da competição, elaboramos um relatório do desempenho de cada árbitro e enviamos para o Director Técnico da FIBA.

 

Como foi a sensação de estar mais uma vez nos jogos Olímpicos?

 

  Maravilhosa. Estou muito contente em ter podido trabalhar nos Jogos Olímpicos de Pequim. Compartilhar experiências com profissionais que actuam nas melhores competições do mundo é realmente fantástica. A palavra-chave aqui é aprendizagem. Fazer parte da equipe da FIBA e da FIBA Américas é um dos grandes orgulhos da minha vida. E o que mais me deixa mais feliz é saber que estamos indo no caminho certo no Brasil, procurando promover uma renovação da arbitragem nacional.

 

E qual foi a sensação e satisfação de estar junto dos juízes portugueses?

 

Fantástica. Uma experiência única de aprendizagem e desenvolvimento dos dois países irmãos, com uma língua única, o Português

 
 

 

   
       

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