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Entrevista a Joana Pessoa.
Entrevistas
Sábado, 11 Abril 2009 12:44

Na "ressaca" da Festa do Basquetebol 2009 entrevistámos Joana Pessoa, a jovem juíz nomeada para arbitrar com um árbitro de topo uma das quatro finais da Festa deste ano.

Tenho o prazer de ser amigo pessoal da Joana. Conhece-mo-nos através do Rui Fonseca há cerca de um ano e desde aí sempre que nos encontramos é festa certa. A Joana pode continuar a ser uma ilustre desconhecida para muitos, mas a sua presença no quadro de acesso ao programa dos Potenciais Talentos deste ano revelou as capacidades que detém.

Foi com satisfação portanto que ouvi o seu nome ser indicado para arbitrar uma das finais. Com a alegria que se lhe conhece, soube formar uma equipa coesa com o Fernando Rocha na final de sub14 Femininos.

Deixo-vos com as palavras da Joana.

José Cardoso ( JC ) - Olá Joana, agora que já sabemos o teu nome diz-me: Que idade tens?
Joana Pessoa ( JP ) - Tenho 21 anos.

JC - A que Conselho de Arbitragem pertences?
JP - Pertenço ao CAD de Lisboa.

JC - Qual é a tua categoria como juiz?
JP - A minha categoria é Arbitro Regional.

JC - Quantos anos tens de arbitragem?
JP - Este ano é a minha 3ª época como juiz de basquetebol.

JC - Foi o teu primeiro ano na Festa do Basquetebol?
JP - Sim. Foi o meu primeiro ano neste tipo de evento.

JC - O que sentiste ao "inaugurar" a competição com um jogo de sub-14 no Arena?
JP - Foi uma sensação fora do vulgar, não é normal arbitrar neste tipo de evento em que estão a decorrer ao mesmo tempo que o nosso jogo outros 3 no mesmo recinto. Foi uma experiência espectacular que põe à prova a nossa concentração e o modo como intervimos no jogo. Pois não foi nada fácil, no inicio conseguir diferenciar qual o cronometro que estava a soar naquele momento se seria o do nosso campo, ou se o apito que actuou naquele momento era o do nosso colega ou era dos outros campos. Mas ao fim do 2ª jogo já tudo soava normal.

JC - O que sentiste ao ser observada pela primeira vez?
JP - Este tipo de observações são sempre um ponto sensível, no entanto a minha primeira observação fez-me sentir nervosa, mas ao mesmo tempo ansiosa, pois à sempre aquele "bichinho" que fica na nossa cabeça que nos diz para não fazermos erros, movimentação tem que ser correcta e por ai fora. É um misturar de emoções que no momento em que a bola é lançada ao ar parece que desaparece, pois a partir daí não há mais volta a dar, é até ao fim do jogo.

JC - Quais foram as tuas maiores dificuldades durante toda a prova?
JP - A maior dificuldade foi sempre no inicio de cada jogo, pelo simples facto de que era sempre com um colega diferente ao qual nunca tinha tido oportunidade de arbitrar, pois não nos conhecemos e isso é sempre um desafio. Mas essa dificuldade foi desaparecendo aos poucos com o desenrolar do evento dando assim a oportunidade de conviver e conhecer um pouco os colegas de outros cad's. O outra dificuldade foi a nível físico, é um evento muito pesado fisicamente, são alguns jogos em tão pouco tempo, mas nada que um pouco de adrenalina ou um pouco de descanso nao resolva.

JC - Achas que as indicações que os observadores te deram durante a prova vão ser úteis no teu futuro próximo?
JP - Sim, cada indicação dos observadores vão ser sempre úteis para o futuro porque são essas mesmas que farão com que evolua e mostre capacidades para progredir nesta carreira. Estamos sempre a aprender e cada pormenor conta para que a arbitragem seja de qualidade e a melhor que se pode ter.

JC - O que sentiste no Sábado à tarde ao saber que tinhas sido nomeado para arbitrar uma das finais com um árbitro de topo?
JP - Para ser sincera, não estava à espera de tal acontecimento. Foi uma surpresa ter sido escolhida no meio de tantos colegas com mais experiência, com muitas qualidades. Desde o primeiro dia em que indicaram que só 4 árbitros daquele grupo enorme seriam nomeados juntamente com os 4 árbitros de topo convidados, que essa possibilidade parecia muito longe de alcançar, tendo em conta o número de colegas ali presente. A partir daí, fui na corrente, arbitrei os jogos ao qual fui nomeada tendo sempre em atenção as decisões que tomava, tornando simples o jogo, sem complicações.

JC - Como preparaste o jogo do dia seguinte?
JP - Bem! Muito sinceramente, não o preparei (mas conhecia o potencial das duas equipas por aquilo que fui vendo e arbitrando ao longo do torneio), simplesmente porque ainda não estava ciente que iria actuar nesse dia uma final nesse evento, entrei no jogo e arbitrei o melhor que pude, tentando sempre acompanhar o meu colega na consistência do critério, ao longo de todo o jogo.

JC - Conseguiste dormir?
JP - Dentro dos possíveis, penso que sim. Embora tenha havido um ambiente de festa, convívio nessa noite, decidi ir descansar dado que o trabalho que iria efectuar no dia seguinte era importante para mim. E para que tudo corresse bem há que ter o devido descanso.

JC - Como te sentiste durante o jogo?
JP - Senti-me bem, um pouco ansiosa, porque nunca tinha tido a oportunidade de actuar com o Fernando Rocha, não tinha a noção de como iria desenrolar o jogo, mas isso tudo foi ultrapassado depois de um pouco de conversa durante o aquecimento para me por a vontade e indicar os pontos mais importantes para o jogo. O actuar com um arbitro de topo não é para mim algo novo, pois tenho a sorte de pertencer ao CAD de Lisboa em que existem muitos árbitros de topo e internacionais, tornando assim um pouco mais fácil de controlar as emoções que esta nomeação pode trazer. Durante o resto do jogo, a adrenalina e motivação prevaleceram ajudando a manter a concentração e a consistência nas decisões.

JC - Como avalias a tua prestação no jogo, e a oportunidade que tiveste de actuar com o Fernando Rocha?
JP - No meu entender correu bem, o jogo tornou-se fácil, as jogadoras mostraram vontade de jogar, tornando assim mais simples o nosso trabalho. Tive sempre em atenção as indicações dadas pelos observadores e também os pontos fulcrais dados na sessão que ocorreu no dia anterior no clinic. Salientando também que foi excelente esta oportunidade de actuar com o Fernando Rocha, pois só seria possível neste tipo de eventos em que ele esteja presente, de outra maneira penso que seria improvável que tal coisa acontecesse devido à minha categoria como juiz e aos diferentes cad's a que pertencemos. Ficando aqui o meu agradecimento por esta decisão, face há nomeação, dando-me esta grande oportunidade de actuar e aprender com ele.

JC - O que mais gostaste nestes 5 dias de competição?
JP - Gostei muito do convívio por parte dos colegas e os diferentes atletas destes país, que gostam muito desta modalidade e ver uns futuros basquetebolistas e árbitros a alcançarem, quem sabe, os seus objectivos que é serem os melhores. Mas o ponto mais marcante foi ter a oportunidade de actuar com um dos melhores árbitros da actualidade numa das finais deste evento.

JC - Esperas voltar no próximo ano?
JP - Sim, sem dúvida.  É um evento único que não se deve deixar escapar, não só pelo convívio com os colegas das diferentes regiões do país, como também é fulcral para a nossa evolução como juízes e adquirir novas competências em prol do jogo, do basquetebol.

JC - Que sugestões fazes para que no futuro a Festa possa ser ainda melhor?
JP - Embora não conheça as implicações logísticas da questão, acho que a sessão prática poderia ter tido maior aproveitamento se a mesma tivesse acontecido no início do Clinic para que durante os jogos que arbitrámos aplicássemos os ensinamentos aí transmitidos.

Que a carreira da Joana seja recheada de sucessos.

José Cardoso
 

 

   
       

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