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Entrevista a José Araújo
Entrevistas
Sexta, 02 Abril 2010 17:18

O Repórter ANJB esteve à conversa com José Araújo, 50 anos, Árbitro Nacional de 1ª Categoria e Árbitro Internacional FIBA, o qual se disponibilizou para responder a algumas perguntas sobre a sua já longa e tão bem sucedida carreira na arbitragem.

 

Quando é que começou o “bichinho” da arbitragem?

 

O bicho da arbitragem começou cedo e muito devido ao facto de morar perto do Pavilhão da Ajuda, na altura um dos principais templos da modalidade. Realizavam-se aí, quase todos os dias da semana, 4 jogos pela noite e em dois campos simultaneamente, desde o Campeonato Regional de Seniores, com o Benfica, Sporting, Belenenses, Algés, Atlético – e todos com claques! - até           aos escalões de formação, ao fim de semana. Eu, pela mão do meu pai, passava as noites por essas bandas a tentar absorver ao máximo todas as influências para melhorar como jogador.

 

Como jogador?

 

Sim, como jogador, porque aos 6 anos já jogava minibasquete na Escola Francisco Arruda e aos 12 era iniciado pelo Benfica, onde joguei 8 épocas seguidas. Fui Internacional Júnior, contei inúmeras presenças nas selecções regionais e sempre como capitão da equipa, até chegar aos mais crescidos, onde joguei dois anos - logo a seguir ao 25 de Abril e quando não havia estrangeiros nem dinheiro para investir... Como curiosidade posso referir que o Carlos Lisboa foi meu colega nos Juvenis - e não era titular! - e o António Coelho nos seniores - esse sim já era.... Já lá vão mais de 30 anos!

 

Então, e como estávamos em relação à arbitragem?

 

Bem, voltando ao Pavilhão da Ajuda... Com as competições que aí se realizavam obviamente que também estavam sempre presentes dirigentes regionais da arbitragem. Como eu andava sempre por ali e já me tinham visto de apito na boca a colaborar em vários convívios de minibasquete, lá iam dizendo que tinha jeito e que aos 16 anos devia tirar o curso... foi o que fiz... e só me lembro que o meu "exame" foi no recinto descoberto que ainda existe em Queluz (na altura era o único!) e que um dos meus jurados foi o Jorge Reis...

 

E como correram as provas? Passaste com distinção?

 

As coisas correram-me particularmente bem pois fui logo nomeado para os inter-associações de Iniciados em Vila Real, como árbitro acompanhante da Selecção de Lisboa, tendo arbitrado a final (com o Joaquim Santieiro, um dos árbitros “top” da altura, acabado de chegar das Áfricas) entre as Selecções de Porto e Setúbal...

 

Um início de carreira notável! Calculo que tenhas decidido abraçar de vez a arbitragem...

 

Nem por isso. Eu ainda jogava e, além disso, também comecei a dar treinos - sou treinador de Nível I – às Iniciadas e Cadetes Femininas do CIF, durante 4 anos fantásticos, onde fiz muitas amizades que ainda perduram, e depois mais 2 anos com os Juniores Masculinos do Clube Nacional de Natação. Em ambas as equipas obtivemos excelentes resultados... quase sempre campeões com as meninas no CIF e com apuramentos e Fases Finais Nacionais com os rapazes, o que numa equipa com os recursos do Nacional era quase ser campeões sem título! Ao mesmo tempo, além de jogar e treinar também ia fazendo de conta que era jornalista da modalidade para o jornal do Benfica, “A Bola” e ainda duma revista semanal desportiva que já acabou... sempre dava para as primeiras necessidades de quem entrava já na idade adulta, uma vez que nas restantes actividades nunca recebi um escudo!

 

E sobrava tempo para a arbitragem?

 

A arbitragem? Ia também evoluindo, actuando nos “intervalos” das demais actividades... e até de forma razoável, pois fui subindo de categoria: de Estagiário a Regional e depois à 2ª Nacional... Entretanto entrara para a Universidade onde fui conhecer a minha cara-metade, o amor da minha vida e o meu “equilíbrio” ao basquetebol, já que nunca morreu de amores pela modalidade...

 

A tua vida deveria ser uma autêntica azáfama!

 

Foram anos muito intensos, onde eu “respirava” basquetebol por todos os poros... de tal forma que arranjei uma pleurisia no meu último ano de Júnior, o que me obrigou a quase 4 meses de paragem para recuperar... mas com a entrada na Universidade veio a primeira opção: deixei de treinar, uma vez que era a actividade que mais tempo me roubava - mas o amor e o “bichinho” pela função nunca me largou e quem me conhece a ver os jogos dos meus filhos percebe bem os que estou a dizer! - e passei a jogar na equipa universitária - onde fui sénior 2 anos e picos - já que me exigia menos obrigações que o Benfica, que já começava a ter estrangeiros e a deixar pouco espaço para quem tinha jeito mas media apenas 1,74m... e como a sério só jogaria no meu clube de sempre, optei pela actividade física e prazer na equipa de Económicas...

 

Sinto na sua voz que deve ter custado esta opção...

 

Jamais esqueço o meu último jogo pelo “Glorioso”, em Gibraltar, numa digressão de fim de época. Era treinador o Prof. Eduardo Monteiro e é curioso que ainda se lembram de mim por lá, pois sempre que fui por aqueles lados arbitrar lá vinha alguém perguntar se eu não era “aquele loirito lutador e geniquento que corria muito...” Belos tempos esses!

 

E por onde parava o apito?

 

Foi nesta altura que chegou o dia decisivo: o da promoção a Árbitro Nacional de 1ª Categoria. Se queria ser alguém neste mundo da arbitragem tinha de optar, até porque o curso estava a acabar, arranjar emprego, casar, criar família... nada disto se compadecia com várias actividades ao mesmo tempo... e atitudes amadoras!

 

Decidiste então, definitivamente, abraçar a arbitragem?

 

Assim foi. A partir daí, muitas foram as horas de estudo, muita dedicação, muitos jogos observados, muito treino, muitos quilómetros nas pernas e no carro, pois tinha a ambição de chegar ao “top” e pertencer à elite... e quem sabe até na história da arbitragem portuguesa de basquetebol! Observava tudo o que podia dos meus colegas mais velhos e “vedetas” da altura... e eram muitos! Luís Machado, Orlando Rebelo, Jorge Reis, Pedro Jorge, Ribeiro da Silva, Álvaro Martins, Sérgio Bravo, José Martins, Carlos Rodrigues, Francisco Ramos, Carlos Tomás e já nem me lembro de todos... e que me perdoem aqueles que acabei por não nomear... O Rui Valente ia um ano à minha frente e à categoria de Árbitro Internacional chegou rapidamente, tornando-se também um exemplo a seguir pelos mais novos na altura, como eu, o António Pimentel, o José Nina, o Armando de Almeida: todos subidos à 1ª no mesmo ano. O Pimentel, aliás, tirou o curso comigo, chegou a Internacional no mesmo ano e tivemos uma carreira paralela, até com alguma “rivalidade”! Depois, vinha o Valdemar Cabral, o José Miguel Freitas, José Fernandes, Carlos Araújo, tantos outros... e tantos outros que já deixaram a actividade, uma vez que mais de 35 épocas de actividade é difícil de alcançar e superar!

 

Belas camaradagens que se criaram neste tempo, não?

 

O Rui e o Nina foram, enquanto árbitros, os meus companheiros de percurso e de treino - e treinávamos muito! - tal como o Pimentel, até dada altura. Íamos aos casamentos uns dos outros e sou até padrinho de casamento da mulher do actual Presidente do Conselho de Arbitragem Nacional! Depois a vida, a mudança da idade, as novas funções de cada um de nós - só eu sigo árbitro até ao limite de idade - foi-nos afastando um pouco; mas posso referir como exemplo que ao José Nina mantenho forte ligação, até porque trabalhamos no mesmo Banco e as nossas mulheres e filhos são amigos... mas não se julgue que dos restantes me tornei um estranho! Nem pouco mais ou menos, a amizade perdura... mas a vida é assim... numas vezes junta-nos, noutras afasta-nos...

 

Conte-nos mais histórias desta rica experiência! Lembra-se do 1º ponto alto da sua carreira?

 

Já arbitrava jogos importantes entre os favoritos: Sporting, Benfica, Barreirense, Porto... mas o meu primeiro grande momento foi sem duvida uma grande Final Four na antiga nave de Alvalade, que decidia o Campeão Nacional entre precisamente estas 4 equipas, com mais de 5 mil pessoas assistir - ainda havia público nos pavilhões e jogadores Portugueses em campo... Uma grande festa! Lembro me que fazia dupla com o Álvaro Martins - a experiência e a juventude - já que, nessa altura, as duplas “fixas” era um dos hábitos de quem nomeava. Os juízes não podiam arbitrar equipas da sua região e, se bem me recordo, este foi o torneio onde essa situação absurda começou a terminar de vez e os melhores árbitros começaram a ser nomeados para os melhores jogos. Penso que, na altura, o Virgílio Paula era um dos “manda-chuvas” do CA da altura. Os donos da casa foram Campeões com uma super equipa, que contava com o Mário Albuquerque, Rui Pinheiro, Tó Mané, Israel - um brasileiro, Nelson, Quim Neves, um americano e - claro! - o Carlos Lisboa, que já começava a despontar. Daí para a frente foi sempre a subir e sempre na crista da onda, com muito sacrifício, muito trabalho e muita ajuda, tanto de colegas como de dirigentes.

 

E mais ocasiões marcantes?

 

Lembro-me ainda, por ocasião de uma das Final Four seguintes, a competição não ter chegado ao fim. Era ainda no antigo Pavilhão das Antas e no jogo da final - eu e o Álvaro de novo – disputado entre o Barreirense - com o Adílson, Flávio, Marcelo e Minhava, uma grande equipa treinada pelo Manuel Fernandes - e o Futebol Clube do Porto, tivemos que interromper o jogo para não mais se reiniciar, pois os adeptos locais estavam a atirar sacos com urina(!!!) para o banco da equipa da Margem Sul...Foi um acontecimento muito triste...

 

E lá fora?

 

A etapa seguinte veio em 87, com o inicio da carreira internacional: curso em duas fases, em Lisboa e Atenas... eu e o Pimentel passamos e, infelizmente, o Mário Sousa não. Deste curso saíram grandes nomes da arbitragem europeia, alguns ainda em actividade, como eu e o Carl da Finlândia, e outros já “reformados”, como o Miguel Betancor de Espanha, o Tod Wornike de Israel, o Casaro de Itália e nem me lembro quantos mais... uma bela fornada, sem dúvida, tendo todos nós chegado às principais competições mundial. Foi também um carreira de mais de 20 anos a dormir poucas horas várias noites, para não perder dias de trabalho cada vez que ia arbitrar competições europeias e muitas dias de férias perdidas cada vez que ia a fases finais de Europeus e Mundial... Fiz pela certa mais de 500 jogos internacionais nestes anos todos... Conheci muitos países e fiz muitas novas amizades... Uma experiência fantástica que incluiu Finais Europeias de Clubes e de Selecções, Mundiais e onde só faltou a “cereja no topo do bolo”, que seria a presença nos Jogos Olímpicos, onde ainda não foi nenhum Português. Penso, no entanto, que o Fernando Rocha, o mais “profissional" de todos os árbitros portugueses de basquetebol que conheci - o actual panorama desportivo não permite a, este nível, amadorismos - vai chegar a Londres pela certa... e com muito e reconhecido mérito!

 

Parece algo fantástico, mas difícil de atingir...

 

É que isto de carreira internacional é mesmo muito difícil. Como já disse, temos de ter dedicação e disponibilidade total e “profissional” e, com a ausência da nossas equipas e selecções das Fases Finais destas grandes competições só podemos lá ir como árbitros neutros... e saibam que há mais de 1000 árbitros internacionais em todo o mundo e mais de 400 só na Europa...Sei bem o valor que estas presenças têm e por isso sei dar o devido valor à presença do Fernando no Mundial deste ano e aquilo representa: simplesmente Extraordinário!

 

Conte-nos mais da tua carreira internacional...

 

O desenvolvimento da ULEB e os problemas desta com a FIBA deu lugar a uma ruptura. O facto de ter ficado do lado da nossa Federação e da FIBA - na altura só eu, como árbitro, e o Rui Valente e o Cardão Machado enquanto Comissários assumimos esta opção - quando fomos “forçados” a optar acabou por me prejudicar. Fui mal interpretado pela nova organização e, 2 anos depois, quando o sistema “abriu”, entrei lá por “pressão” da FPB. No entanto, só permaneci esse ano pois não não tinha “vida” para aquilo, uma vez que o sistema da arbitragem desta competição era já semi-profissional. Foi então a vez de a FIBA zangar-se comigo, sem perceber porque só tinha permanecido, por opção própria, uma época e acabou-se para mim quase tudo que se visse a nível internacional. Lá enviavam alguma nomeação, mas na realidade era só para justificar a renovação da minha licença internacional. Fui claramente, do grupo de toda a nossa arbitragem de então e de agora, o mais prejudicado, única e exclusivamente por ter sido o único a ficar do lado da nossa Federação e não da LCB... ainda agora, aqui e ali, sinto isso. Mas tendo sido árbitro durante mais de 35 anos e por dever tudo à FPB, à FIBA e aos seus dirigentes não os podia abandonar... Sei que a memória é curta e poucos se lembram desta passagem da minha carreira mas continuo a achar que foi a opção mais correcta e digna e voltaria a tomar a mesma atitude hoje. Sou uma pessoa de opções e opiniões firmes e quem me conhece sabe que não traio nem esqueço os meus verdadeiros amigos; digo sempre o que penso e isso por vezes me prejudica, mas, paciência. Prefiro que todos saibam o que penso do que ficar calado a sorrir e ir por trás tratar dar a volta ao assunto. Condicionar-me, não dá. Sou dialogante e trabalho bem em equipa mas se sou líder não me imponham regras que não tenham sido acordadas previamente pois as recuso liminarmente!

 

E por cá? Alguma reacção a estas situações?

 

Por cá nada se alterou, quer na Liga quer na Federação tudo correu normalmente, lá por fora é que foi diferente... Aliás, devo terminar a minha carreira internacional com o jogo que fiz esta época em Valência, para a Euroliga Feminina... jogo com 30 pontos de diferença. Acho que merecia algo mais, face ao que dei e abdiquei ao longo da minha carreira para os servir... mas a vida é mesmo assim! Este é o meu único “senão” desta longa carreira: a forma como me vou despedir oficialmente das andanças internacionais... Por cá e enquanto me deixarem e confiarem nas minhas capacidades, continuarei a ajudar os mais novos, quer do meu grupo de trabalho quer da região, dentro das minhas disponibilidades profissionais e pessoais. Dentro do campo, continuarei a tentar garantir um elevado nível arbitral, mesmo na arbitragem a 3, um sistema que me levou algum tempo a interiorizar, já que arbitrar por mais de 25 anos a 2 condicionou bastante a adaptação à nova filosofia de estar em campo. Felizmente julgo que já está “absorvido”.

 

É, então, esta época que atinge o limite de idade para a 1ª Categoria. Como se sente, a ter de deixar a arbitragem de topo?

 

Sim, agora tenho de ir embora porque a idade o impõe - embora lá fora árbitros com uma carreira como a minha ainda continuem em actividade por decisão das respectivas federações e com autorização da FIBA – mas vou feliz e tranquilo. Tranquilo porque dei tudo o que tinha e podia dar ao jogo e a arbitragem. Feliz porque deixo a arbitragem na mão de bons sucessores, numa nova geração, se calhar, não tão sacrificada mas de grande qualidade onde, como está provado, salienta-se à distância o Fernando Rocha, que nestes ultimas dois anos mais se tem destacado: com grande justiça e mérito, repito! Ainda me lembro, há duas épocas, no meu último Clinic FIBA na Alemanha, onde estive com ele e com o Luís Lopes, de ter chegado ao pé do Miguel Betancor - Secretário Técnico da Arbitragem da FIBA - e perguntado porque a FIBA não nomeava mais o Fernando, uma vez já havia provado na ULEB o seu valor e o seu potencial era ainda enorme. O Miguel respondeu-me que já o conheciam e que ficasse tranquilo... Este foi um meu muito pequeno contributo para o grande valor que ele tem conquistado, exclusivamente pelo seu esforço e trabalho. A prova de que o conheciam mesmo é as suas nomeações para grandes exibições nestes últimos dois anos, que têm sido fantásticos: Europeus, Final Four e agora o Mundial, onde estou certo que vai uma vez mais prestigiar-nos a todos nós... Um legítimo motivo de orgulho para a arbitragem nacional!

 

E o futuro, Zé? O que podemos esperar de ti?

 

O futuro a Deus pertence. Gostava de continuar ligado a modalidade, se possível à arbitragem mas ainda não decidi o que vou fazer pois, como referi, amo sobretudo a modalidade e tudo é possível! Estou ligado a ela desde os meus 6 anos de idade, tendo sido jogador, treinador e árbitro. Só ainda não fui dirigente... talvez um dia, quem sabe! Enfim, sempre fui Presidente e um dos fundadores da ANJB, com o Nina e o Rui, e depois, durante vários mandatos, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, enquanto me identifiquei com os seus valores e tendo saído por pé próprio, como em tudo que faço na vida - o que conta pouco, como se viu em tempos recentes...

Sei também que falo varia línguas, conheci muita gente no Estrangeiro e em Portugal - a vida profissional também me tem ajudado muito neste capítulo - e que lidero equipas há muito. Ah! E que não gosto de ficar parado a olhar para o ar. Dou-me bem com todos embora nem todos apreciem as minhas ideias claras e frontais, difíceis de serem alteradas por interesses seja de quem for... o que me tem custado alguns dissabores mas, como tenho dito já ao longo deste diálogo, a vida é assim!

 

Apesar de ser verdade que sou bastante organizado e programo detalhadamente os meus passos, ainda não sei o que irei fazer... até porque ainda sou árbitro e quero acabar a época por cima uma vez mais - nestes anos todos, além de 1º classificado várias vezes, nunca fiquei abaixo do 4º lugar no ranking dos Nacionais de 1ª e, por isso, é nessa tarefa que estou concentrado exclusivamente até 30 de Junho deste ano.

 

Confesso que convites também já tive, mas por vezes até é bom parar para descansar, reflectir e recarregar baterias para se voltar (ou não, quem sabe) na altura certa, com “fome” de fazer coisas boas...Veremos!

Ate lá irei gozar mais a família e continuar a delirar e a passar-me nos jogos dos meus filhotes - grandes desportistas e grandes atletas - e a namorar mais tempo com a minha cara-metade pois já lá vão mais de 25 anos de casório e 5 anos de namoro marcados por grande sacrifício pessoal da parte dela. Sem ela e sem eles nunca seria a pessoa e o árbitro que fui - e que ainda sou por mais alguns meses!

 

Queres deixar alguma palavra aos associados da ANJB?

 

Desejo as maiores felicidades à actual direcção da ANJB pois recuperá-la como entidade representativa dos juízes não será trabalho fácil, face ao número actual de associados pagantes em comparação com o número de juízes em actividade. Boa sorte!

 

 

 

   
       

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