Fórum ANJB
Entrevista a Paulo Marques
Entrevistas
Segunda, 17 Maio 2010 20:47

O repórter ANJB, desta vez esteve à conversa com 1 dos Árbitros candidatos a Árbitro Internacional. Paulo Marques, do CAD do Porto, que apesar de ainda jovem, já passou por muitas situações e vai-nos contar parte da sua experiência.

 

 

 

 


Paulo, quando te iniciaste nesta aventura?


A minha carreira no basquetebol começou como aconteceu com quase todos nós, ou seja, como jogador. Tinha eu 13 anos quando comecei a jogar basket no Académico FC no Porto. De início era só para estar entretido nas férias mas cedo este desporto assumiu um importante papel na minha vida.


Assim sendo, rapidamente aprendi os fundamentos técnicos do jogo e comecei a saber o que era o sentimento da vitória e da derrota. Vim a saber que o meu pai também tinha jogado.
Logo em Iniciados (1993, como o tempo voa…) fui campeão distrital no Académico FC tendo sido também melhor marcador e escolhido para o cinco ideal da final-four. O meu treinador era o Reinaldo Moreira que, se manteve como meu treinador 3 anos. Entretanto fui também eleito nesse ano jogador do ano pela Associação Basquetebol do Porto.


Fui entretanto convocado para representar a selecção da Associação de Basquetebol do Porto, tendo-me sagrado Campeão Nacional de Inter-selecções. Foi um ano em grande!!!
Quando era cadete comecei a arbitrar alguns jogos no Académico FC dado que não apareciam árbitros. Gostei da experiência e fui tirar o curso de árbitro juntamente com mais dois amigos que jogavam comigo. E durante algum tempo jogava e arbitrava quando tinha tempo.


Além de jogador também foste treinador?


Dada a necessidade que o clube tinha de treinadores, fui convidado para orientar o minibasquete. Lá fui tirar o curso de Treinador de Nível 1 tendo começado então mais esta aventura.


Quando cheguei a Juniores fui jogar para o FC Porto. Foi uma experiência que durou apenas 1 ano tendo eu optado por regressar ao Académico FC. Deu para crescer em maturidade ao fazer treinos com os seniores no tempo de Jorge Araújo e também ganhar o título distrital e nacional de Juniores. Nesta altura joguei com algumas referências actuais do nosso basket como o Nuno Perdigão e o Miguel Miranda por exemplo.


Ao regressar ao Académico FC, joguei pelos Juniores e simultaneamente pelos Seniores. Joguei contra o Sérgio Silva, hoje árbitro internacional quando ele jogava no Salesianos. E assim foi até aos 25 anos. Tive uma excelente experiência como treinador de Iniciados tendo ganho 1 campeonato distrital e o Torneio Nacional e ainda um Inter-associações.
Tive um dia inesquecível no basket: Joguei pelos Seniores às 16h, orientei os Juniores às 18H e arbitrei um jogo às 21h. Ufa!!!


Depois veio a dedicação à Arbitragem?


A partir daqui comecei a sério na arbitragem. Foi o falecido Mário Mota que me convenceu a deixar de jogar para abraçar a carreira da arbitragem. O facto de ter jogado e conhecer bem o jogo foi muito importante para me adaptar e evoluir. Tive muito apoio por parte dos árbitros do Porto que já me conheciam do tempo em que me arbitravam. Todos foram importantes para me ajudarem a evoluir e assim ir conseguindo subir de categoria. Ainda assim destaco os meus treinadores nos novos talentos: Fernando Rocha e Luis Lopes.


Alguma história para lembrar?


Tive um episódio curioso que foi chegar a um jogo e ter-me esquecido das sapatilhas. O que vale é que conhecia alguns jogadores da equipa da casa e emprestaram-me umas brancas (que tudo tem a ver com o equipamento oficial!!!). Dá jeito calçar o 44,5….


Traçaste metas elevadas?


A chegada à Liga Profissional foi o alcançar de um objectivo que tinha delineado. Eu adorava jogar basket e ao deixar de o fazer tinha que alcançar o topo da arbitragem para compensar esse facto. O objectivo é estar constantemente a evoluir porque tenho ainda muito para aprender e ganhar a experiência necessária para enfrentar novos desafios. Estes passam por alcançar a promoção a árbitro internacional, processo que começa já este mês em Itália.
A arbitragem portuguesa tem grandes exemplos de árbitros internacionais, uns que já o foram e os actuais que são uma referência para os mais novos como são os casos do Fernando Rocha, o Luis Lopes, Nuno Monteiro, Sérgio Silva entre outros.


Momentos altos?


Um dos momentos altos mais recentes foi a sensação de apitar um jogo da final do nosso campeonato principal, onde o ambiente e a pressão dão o verdadeiro gozo a cada um de nós.


Qual a sensação de ser Candidato a Árbitro Internacional?


A possibilidade de ir a Itália fazer o curso de promoção a árbitro internacional é um momento muito alto para mim, de grande orgulho e responsabilidade mas, só será mesmo um marco se o conseguir fazer com sucesso.


Dá-nos a tua opinião sobre o Clinic Jovem.


Esta é uma oportunidade para todos os jovens árbitros dado que têm a oportunidade de conhecer juízes de todas as regiões do país, as realidades de cada associação e permite um convívio alargado não só com estes juízes mas também com os juízes mais experientes, jogadores, treinadores e dirigentes. Se a estes factores se juntar bons jogos, com intensidade e qualidade técnica, como normalmente acontece quando se realizam os jogos inter-selecções, estão reunidas todas as condições para no final do clinic se sentirem melhor preparados para os jogos que vão encontrar no futuro.


Paulo, que todos os teus sonhos se concretizem e consigas atingir mais este objectivo, são os votos da ANJB.
 

 

 

   
       

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