Fórum ANJB
Nuno Monteiro em entrevista.
Entrevistas
Segunda, 29 Julho 2013 19:27

Nuno Monteiro inicia no próximo dia 1 de Agosto de 2013 a sua participação no Campeonato da Europa de Sub-16 Femininos - Divisão A, que se realiza em Varna e Albena na Bulgária de 01 a 11 de Agosto de 2013. Falámos com ele numa curta conversa que agora transcrevemos.

 

 

 

 

ANJB (A) - Nuno, boa tarde. Segunda prova internacional em menos de um mês. Preparado para mais 10 dias de intenso trabalho?

 

Nuno Monteiro (NM) - É verdade. No Europeu de Andorra há 2 semanas atrás fui substituir um colega árbitro Inglês, agora neste próximo Europeu na Bulgária vou estar presente como árbitro neutro, juntamente com mais 22 colegas árbitros de 21 nacionalidades diferentes!

Sim, preparado para mais 10 dias de trabalho técnico – reuniões diárias para análise dos jogos do dia anterior, de trabalho físico – treino/corrida em todos os dias de competição, e de trabalho “de campo” – com 9 jogos em 11 dias de competição, com a habitual seriedade mas com boa disposição!

 

A - Como tu próprio chegaste a comentar, inicias agora a "segunda parte" da competição. Quais as principais diferenças que esperas encontrar entre as duas provas?

 

NM - A grande diferença estará no nível competitivo dos jogos, pois estarão neste próximo Europeu as melhores selecções femininas: Espanha, Russia, Grécia, Turquia, Lituânia, França, etc... Serão jogos seguramente mais equilibrados, mais exigentes fisica e tecnicamente, e que exigirão ainda mais concentração e responsabilidade.

 

A - Nesta prova, e porque no final se encontra o campeão europeu da categoria, entendes que a exigência é maior?

 

NM - Em cada divisão, as equipas, sejam femininas ou masculinas, encaram os jogos com a mesma emoção, entusiasmo e competição, sejam selecções da Div A, B ou C. É preciso entender, que mesmo numa divisão C, os(as) jogadores(as) vêm os seus jogos como o topo das suas competições internacionais, e pos isso levam-nos muito a sério e lutam “como se não houvesse um amanhã”. E isso obriga os árbitros a serem igualmente exigentes, tentando contribuir positivamente para o esforço feito pelos(as) atletas.

No entanto, é um facto que à medida que o nível técnico das equipas vai subindo, a exigência que pomos em cada jogo é um factor cada vez mais decisivo para as nossas boas prestações, e obviamente, as nossas responsabilidades são também acrescidas. Serão jogos onde estão em causa promoções ou despromoções de divisão, medalhas e consequentemente as futuras campeãs da Europa.

 

A - E cansaço? Sentes-te de alguma forma cansado uma vez que desde que a época terminou tens estado de alguma forma activo durante o verão?

 

NM - Por agora, encontro-me bem fisicamente, pois procurei descansar umas semanas logo após o final das nossas competições nacionais antes de retomar a preparação para o 1.º Europeu em Andorra. Entre as 2 competições, são apenas 10 dias, por isso fiz apenas algumas corridas para não me deixar “adormecer” para os dias de trabalho que se avizinham!

 

A - Os árbitros portugueses têm estado em destaque nestes campeonatos de verão, com presenças em diversas finais e meias-finais, em que tu próprio também marcaste presença. Achas que de alguma forma reflecte o bom trabalho da arbitragem portuguesa nos últimos anos?

 

NM - Sim, acho que é um reflexo directo do trabalho que nós árbitros fazemos ao longo da nossa época desportiva, quer a nível nacional, quer a nível internacional nas competições de clubes. Apesar de não termos qualquer equipa Portuguesa, masculina ou feminina, a participar nas competições da FIBA ou da Euroliga, os árbitros têm estado bem presentes nessas competições arbitrando jogos ao longo da época.

 

A - E como se explica que um país onde o basquetebol não tem grande expressão a nível internacional, quer a nível de clubes quer a nível de selecções, consiga tal feito com a arbitragem?

 

NM - Por não termos essa representação internacional a nível de clubes e selecções, temos de trabalhar ainda mais para sermos (re)conhecidos lá fora. Os casos do Fernando Rocha e do Luis Lopes são 2 excelentes exemplos. Chegaram ao topo, e com trabalho contínuo, mantêm-se no topo há vários anos. Outros seguramente também lá chegarão e manter-se-ão lá, se seguirem o exemplo! Por isso, há que aproveitar o seu trabalho e a sua qualidade, e quando arbitramos com eles cá dentro, em vez da atitude de “descansarmos que eles resolvem”, temos de tentar “crescer” nesses jogos, trabalhando como eles para estarmos a um nível idêntico dentro de campo. E com esse trabalho, o reconhecimento e o sucesso aparecerá, mais cedo ou mais tarde. Só trabalhando mais do que os outros, poderemos atingir objectivos maiores. Como dizia Einstein: “Sucesso só vem antes de Trabalho, no dicionário!”

 

A - É também, no fundo, um objectivo poder estar na final desta competição?

 

NM - Trabalho sempre da mesma maneira, em todos as competições. Nestes europeus procuro desfrutar o mais possível, do ambiente que se vive em torno destas competições, das oportunidades de aprendizagem com outros colegas de outros países, do companheirismo, tentando nunca pôr grandes expectativas quanto ao que irei ou não irei arbitrar. O que vier, é sempre bónus! ;-)

 

A - A ANJB agradece estes minutos que despendeste connosco e deseja-te mais uma excelente prestação nesta prova.

 

NM - Obrigado e parabéns pela “janela” que a ANJB “abriu” ao trabalho que realizamos lá fora em nome da arbitragem Portuguesa. Os diversos agentes desportivos podem assim mais facilmente, saber que também há coisas bem positivas no Basquetebol Português.

 

 

   
       

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