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Samira Barrima em entrevista
Entrevistas
Quinta, 01 Agosto 2013 07:59

Samira Barrima inicia hoje a sua participação no Campeonato da Europa de Sub-16 Femininos - Divisão B, que se realiza em Matosinhos de 1 a 11 de Agosto de 2013.

 

Falámos com ela para perceber o seu estado de espírito antes do início da prova, numa curta conversa que transcrevemos agora.

 

 

 

ANJB (A) - Olá Samira. Inicias no próximo dia 1 de Agosto a tua participação no Campeonato da Europa de Sub-16 Femininos - Divisão B que este ano decorre em Portugal. Preparada para mais uma prova internacional?

 

Samira Barrima (SB)  - Do ponto de vista físico e anímico estou bem, veremos, durante a prova, como responderei nos restantes aspectos. Tenho pena de em Portugal não ter oportunidades para fazer jogos, ou pelo menos treinar a mecânica a 3, mas julgo que tenho boa capacidade de adaptação e acredito que também nesse aspecto as coisas irão correr bem. Estou confiante!

 

A - Quase um mês depois da prova em Gibraltar, é fácil manter o ritmo para encarar mais 10 dias de trabalho intenso? As paragens constantes complicam a preparação?

 

SB - Claro que sim, esta é uma altura do ano em que tem sido sempre difícil fazer uma preparação que contemple todos os factores da nossa actividade. Temos de realizar um trabalho muito persistente e individualizado e que se resume um pouco as componentes física e teórica. Pena é que, como me dizem já ter sucedido no passado, não tenhamos possibilidade de efectuar a nossa preparação em colaboração mútua, pelo menos, com a selecção nacional de que estamos nomeados acompanhantes.

 

A - Explica-nos lá um bocadinho melhor o que se faz em 10 dias de prova... certamente não é só arbitrar jogos! Como é que são passados os vossos dias durante uma competição destas?

 

SB - Para além dos jogos efectuamos todos os dias trabalho de condição física e de preparação técnica com os instrutores FIBA presentes, a qual inclui a visualização das actuações nos jogos do dia anterior e a análise de eventuais erros cometidos, de decisões neles tomadas que envolvam alguma polémica e o estabelecimento dos critérios comuns a adoptar durante a prova. Mas, para além destas questões próprias da função, há também um aspecto muito importante: o convívio com os colegas de outros países, que contribui para relaxarmos um pouco e que serve também para termos contacto com outras culturas.

 

A - Embora sejam 2 competições do mesmo escalão e todos saibamos que todas as divisões são exigentes porque todos querem ganhar, ainda assim achas que a exigência aumenta para esta prova?

 
 
SB - De certo modo sim, até pela qualidade técnica e valia competitiva das equipas presentes, mas no fundo, como sabes, o nosso empenhamento em cada jogo é sempre o mais elevado possível, independentemente da categoria das equipas em competição, o que pode variar um pouco é o factor motivacional. Mas mesmo este, tratando-se de provas internacionais, está igualmente presente num grau muito elevado.
 
 
A - Critérios, gestão de jogo, qualidade das decisões... o que se revela mais importante em jogos destes escalões que, sendo já de competição, são também de formação?
 
 
SB - Todos os aspectos que referiste e muitos outros de ordem técnica são muito importantes, mas deixa-me realçar um factor que reputo de essencial: a análise, desde o primeiro momento do jogo, da forma como os jogadores se entregam a ele, o seu empenhamento no trabalho colectivo da equipa, pondo em campo as suas capacidades e competências. A partir dessa análise cabe ao árbitro, primordialmente, contribuir para que o jogo flua com prazer para todos os participantes.
 
 
A - E o facto de se realizar em Portugal... deixa-te mais tranquila e confiante, ou por outro lado mais nervosa ou tensa por actuares "em casa"?
 
 
SB - Tenho de confessar que estou bastante expectante relativamente a esta competição, não apenas por ser a primeira vez que realizo um Campeonato da Europa em Portugal, mas também porque após os Jogos da Lusofonia, em que efectuei vários encontros com qualidade que foi, felizmente, reconhecida por diversos elementos das diferentes equipas participantes, nunca mais tive oportunidade de actuar a um nível competitivo mais elevado no nosso país. Também desta vez, no entanto, espero realizar boas intervenções e corresponder assim, da forma mais natural, a quem ainda reconhece as minhas capacidades.
 
 
A - Já fiz esta pergunta a outros colegas... Achas que as constantes presenças em finais e meias-finais das competições de verão, reflectem de alguma forma a qualidade do trabalho desenvolvido pelos árbitros portugueses?
 
 
SB - Sem dúvida que sim. As nomeações da FIBA têm, na generalidade, demonstrado a confiança que aquele órgão dirigente do basquetebol internacional deposita na qualidade de intervenção dos árbitros portugueses. Pessoalmente já tive a honra de ser nomeada para duas finais e uma meia-final e sei muito bem avaliar a sensação de prazer que se tem, não só pela participação num acontecimento que é sempre uma festa, mesmo nos escalões de formação, como também pelo reconhecimento que essas nomeações, por parte dos comissários FIBA, significam, relativamente ao trabalho que desenvolvemos nesses campeonatos.
 
 
A - E qual tem sido o feed-back por parte dos colegas árbitros e responsáveis pela arbitragem internacional? Comentam de alguma forma o facto de um país sem grandes referências em termos de clubes e selecções, demonstrar o nível que demonstra em termos de arbitragem?
 
 
SB - Por vezes surgem comentários de circunstancia, mas nada mais do que isso. Penso que no meio da arbitragem a nível internacional, como aliás também sucede a nível nacional, os colegas, na generalidade, sabem "separar o trigo do joio", reconhecendo os valores seguros e nem mesmo algumas atitudes e decisões menos corretas de certas pessoas conseguem denegrir a avaliação muito favorável que a nossa arbitragem tem no panorama internacional.
 
 

A - Para finalizar, pergunto-te também a ti... Algum desejo "secreto" para esta prova?

 
 
SB - Realizar um bom campeonato, mas, mesmo assim não ser nomeada para a final, se a razão for "apenas" devida ao facto de a nossa selecção ser uma das participantes...
 
 
A - Samira, a ANJB agradece a tua simpatia e o tempo despendido com esta pequena conversa e deseja-te um excelente desempenho nesta prova.
 
 
SB - Eu é que agradeço a vossa persistência e a possibilidade que me deram de expressar as minhas opiniões livremente e partilhar as minhas ideias com a família do basquete.
 

 

   
       

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